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3 de março de 2010

Epidemia da Terra

Preciso parar de beber, definitivamente...

Um dia desses, como todos claro, sai da aula e encontrei um pessoal no bar da faculdade e como estamos nos formando esse momento torna-se cada vez mais necessário, até mesmo pq com certeza não nos veremos mais.

na primeira cerveja o assunto era mulher (pra variar) e falamos sobre todas nossas aventuras na vida social, na segunda cerveja eu, logo eu, estava dando conselhos pra um amigo de como ele conseguiria chamar a atenção de uma mulher que ele queria beijar, definitivamente na segunda eu estava meio bebinho.

na terceira cerveja o papo pulou pra espiritismo, com o lance de ver coisas e tudo mais, e como sou cético pra determinadas coisas, não acredito em nada até que me provem...

nesse momento a conversa se entortou, e quando percebi estavamos na cerveja de numero 15, obvio que o papo não tinha mais nexo, mas de certa forma criei uma teoria baseada em pensamentos meus da adolecncia que com muita cana na cabeça começarama fazer sentido.

meu maior pensamento é que, darwinianamente falando, evoluimos de microorganismos da agua, e acredito que somos um virus mutante da pior espécie que já foi detectado, e que estamos alojados num organismo vivo maior chamado Planeta Terra.

pensem comigo (ninguem le isso aqui, mas td bem) nós literalmente fazemos o maior esforço possivel pra consumir tudo que esteja ao nosso alcance, terras, frutos, animais, recursos minerais, recursos vegetais, tudo que seja da terra.

Dessa forma nos assemelhamos, isso se não formos de verdade, a um virus que se muta conforme as dificuldades e obstaculos impostos pelo corpo que nos hospedamos, quando há algum fenômeno da natureza, nos adaptamos e superamos, Tsunami fazemos muros nas encostas, terremotos fazemos alicerces mais fundo e materiais mais resistentes, tempestades fazemos áreas maiores de escoamento, e por ai vai...

No final das contas, sempre nos adaptamos às dificuldade e nada fazemos para preservar o organismo vivo em que nos hospedamos, a Terra, e cada vez mais há formas de sermos aniquilados e espurgados desse corpo, como qualquer outro Virus, até que esse corpo encontre finalmente uma forma de exterminar esse mal....

Bom, essa bebedeira me rendeu mais outras teorias, umas sobre a Aids, outras sobre Jesus, e outras sobre Aristóteles, e como envolve ciência, religião e filosofia preciso pensar no que escrever pra não falar merda.

Se eu escrever tudo nesse post não tenho mais o que falar, e eu preciso ter assunto pra postar, meu figado não aguenta mais essas noites de reflexão...

Definitivamente, preciso parar de beber.

26 de outubro de 2009

Originalidade

Eu odeio hipocrisia, odeio copia e odeio coisas recriadas, o que foi criado não pode ser recriado, a recriação não existe e se não for uma cópia mal feita é mais uma criação.

Pra escrever essas porcarias sem sentido eu uso meus sentimentos do dia a dia, tudo que acontece no meu cotidiano eu reflito e passo pra palavras em filosofia barata, mas com sentido (eu acho).

Hoje eu estava ouvindo um grupo de samba desses só de jovens paulistanos branquinhos e universitários, com roupas alternativas, cantando um samba muuuito bom do Adoniran Barbosa, daqueles com palavras bem faladas de forma rápida e cadência malandra, até que bem tocado e cantado com uma voz a lá Paulinho da vila, bem manso.

Mas vamos ao ponto que me irritou...

Eu realmente acho que todo ritmo, sendo original, tem sua propriedade e sua razão de existência por traduzir características de um povo, de um modo de vida, de um sentimento e por ai vai, e a “originalidade” vem daqueles que inovaram, que transcenderam os limites de uma determinada época, que foram de fato “originais”.

Não é uma parada de gostar só de coisas novas, eu amo Ray Charles e Frank Sinatra, que não se limitaram a um determinado estilo de musica e criaram o próprio estilo de musica, e de fato foram inovadores em suas épocas e por isso serão eternamente originais.

O que eu sinto é uma necessidade não de recriar as coisas, mas de criar outras e sair dessa âncora de modismo e tendências, saindo de fato da mesmice e voltar a ter prazer em fazer qualquer tipo de coisa e consequentemente ter sucesso.

Eu sei que são palavras jogadas num texto, aparentemente de forma desorganizada e incompreensível, mas eu fui original e sei que as pessoas inteligentes e pensantes que lerem isso aqui vão entender meus pesares e refletir sobre isso, quem sabe algum dia as pessoas se contaminem de originalidade e ao invés de termos apenas alguns gênios e muitos comuns, teremos diversos gênios e apenas alguns comuns.

27 de maio de 2009

F.Y.M. - Free Your Mind

Então,

Demorei mas vou conseguir.
Acumulei diversos assuntos pra tratar aqui hoje, e na verdade todos eles se interligam mesmo que de uma maneira menos visível do que estamos acostumados a ver por ai e compreender melhor.

Mesmo sendo ligeiramente mais difícil de pegar a idéia, vale a pena quebrar a cachola.
Certo dia, recebi um provérbio francês de uma pessoa muito especial e surpreendentemente inteligente (digo isso pq essa pessoa insiste na parada de que inteligência e beleza não combinam, e nesse caso combinou) que dizia o seguinte:

“Muitas vezes encontramos nosso destino na estrada que tomamos para evitá-lo”.

Foda né, na hora que li isso eu pensei em trezentos milhões de coisas ao mesmo tempo, do tipo que passa um flash na mente com todos os momentos em que essas palavras cabiam perfeitamente se combinadas dessa forma, desde as primeiras lembranças até o dia de hoje.

Eu poderia ficar aqui contanto um monte de história da carochinha falando do lado filosófico mas vou simplificar a forma que entendi.

A grosso modo e não fugindo muito da minha predisposição a fazer piada de tudo, eu enxergo esse provérbio do seguinte modo: “você desvia da merda pra pisar no buraco”. Pode até ser uma forma pessimista de enxergar as coisas, mas pelo menos ficou engraçado.

A outra coisa que quero pensar muito sobre é na filosofia de um filme do Woody Allen chamado Vicky, Christina Barcelona, que faz com que vejamos diversas verdades e nos libertemos de uma verdade única, onde conseguimos ver vantagens em diversos pontos de vista, sempre respeitando o ponto de vista adverso ao nosso, mas sabendo tolerar também as pessoas cegas que insistem em empurrar suas verdades guela a baixo em todos nós.

Em uma certa parte do filme, a atriz Scarlet Johanson, que interpreta a Christina faz a seguinte reflexão perante diversas situações. Ela diz que não sabe o que quer da vida, nem do amor, nem das amizades nem de nada, mas sabe exatamente o que não quer.

Parece meio forçada a coisa, mas vamos pensar um pouco mais, como eu disse no começo do texto é necessário se esforçar um pouquinho, e podemos enxergar que a cabeça dela está aberta pra muitas verdades, que ela até compreende as que ela não aceita, mas com certeza está mais aberta a compreender outros pontos de vista do que fechada para não entender coisa alguma e seguir um rumo só em tudo que faz.

Nesse ponto cai a terceira e ultima situação que quero falar, onde certa noite dessas em que procuro trabalho ao invés de descansar e dormir, e assisto a flashes do Jô Soares, e numa noite dessas ele entrevistava um Padre mala que faz propaganda de Cd’s na televisão do litoral.

As propagandas eram tão exaustivas que passei a odiar esse padre, mas nessa entrevista vi que o cara extremamente esclarecido, inteligente, culto e livre de verdades únicas, e apesar do botox se articulava muito bem com palavras. Nesse momento me libertei de diversos pensamentos extremistas perante esse padre, que até pode ser chato nas propagandas, mas é um cara diferenciado que consegue aliar a religião e o divino ao evolucionismo darwiniano (que eu curtopacarai) , algo que geralmente demora a entender e de certa forma ele conseguiu expor claramente e de forma leve.

Resumindo, não consegui falar do provérbio pq vi que ia me complicar, assisti um filme que a Penélope Cruz beija a Scarlet Johanson e pensei na filosofia do Woody Allen, e pra finalizar acabei ídolo de um Padre que usa Botox.

Já ta bom né.

11 de maio de 2009

O Retorno de Jedi.

Bom, depois de muito tempo sem escrever no meu blog eu voltei…..agora pra ficar.

Muita coisa mudou desde o ultimo Post, muita água rolou, e aprendi muita coisa e acabei parando de escrever com a desculpa que não dava tempo.

No meu retorno eu deixarei de lado essa frescura de não ter mais tempo e farei o possível e impossível para me expressar, o que me dá muito prazer mesmo sabendo que ninguém vai ler.

A idéia de retomada desse blog já existia na minha cabeça, e só tomei coragem de voltar meeesmo quando passei disse que tinha um blog com textos interessantes pra uma amiga minha muito especial, e essa amiga fez questão de visitar meu blog, o que me deu um certo desconforto e vergonha, pois, ela estava curiosa pra ler meus textos do “ano passado” .

Pra um aquariano isso é tempo demais na mesmice, sem nem colocar uma idéiazinha, sem nem mesmo expressar um sentimento qualquer, sem colocar em palavras o que pensa da vida.

Tenho diversas situações pra discorrer e refletir, mas por enquanto vou me ater a escrever sobre o reinicio das atividades e dedicar esse retorno à minha amiga Érika, que por causa dela voltei a escrever nesse Blog (por vergonha).

Bjos e abraços.