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26 de outubro de 2009

Originalidade

Eu odeio hipocrisia, odeio copia e odeio coisas recriadas, o que foi criado não pode ser recriado, a recriação não existe e se não for uma cópia mal feita é mais uma criação.

Pra escrever essas porcarias sem sentido eu uso meus sentimentos do dia a dia, tudo que acontece no meu cotidiano eu reflito e passo pra palavras em filosofia barata, mas com sentido (eu acho).

Hoje eu estava ouvindo um grupo de samba desses só de jovens paulistanos branquinhos e universitários, com roupas alternativas, cantando um samba muuuito bom do Adoniran Barbosa, daqueles com palavras bem faladas de forma rápida e cadência malandra, até que bem tocado e cantado com uma voz a lá Paulinho da vila, bem manso.

Mas vamos ao ponto que me irritou...

Eu realmente acho que todo ritmo, sendo original, tem sua propriedade e sua razão de existência por traduzir características de um povo, de um modo de vida, de um sentimento e por ai vai, e a “originalidade” vem daqueles que inovaram, que transcenderam os limites de uma determinada época, que foram de fato “originais”.

Não é uma parada de gostar só de coisas novas, eu amo Ray Charles e Frank Sinatra, que não se limitaram a um determinado estilo de musica e criaram o próprio estilo de musica, e de fato foram inovadores em suas épocas e por isso serão eternamente originais.

O que eu sinto é uma necessidade não de recriar as coisas, mas de criar outras e sair dessa âncora de modismo e tendências, saindo de fato da mesmice e voltar a ter prazer em fazer qualquer tipo de coisa e consequentemente ter sucesso.

Eu sei que são palavras jogadas num texto, aparentemente de forma desorganizada e incompreensível, mas eu fui original e sei que as pessoas inteligentes e pensantes que lerem isso aqui vão entender meus pesares e refletir sobre isso, quem sabe algum dia as pessoas se contaminem de originalidade e ao invés de termos apenas alguns gênios e muitos comuns, teremos diversos gênios e apenas alguns comuns.