1 de outubro de 2008

Vida dura não, vida engraçada

Devo ter cara de psicólogo, pra qualquer lado que olho tem alguém lamentando da vida e com um olhar esperançoso de que vou fornecer algum tipo de solução.
Obviamente não faz o meu perfil ficar criticando esse tipo de comportamento, muito mais pq tambem tenho problemas na vida, mas pensando bem, o que seria da vida sem problemas?
Fomos feitos para criar os problemas, nascemos e a primeira coisa que fazemos é criar problemas, chorando e não deixando nosso Pais durmirem, trocando fralda e afins e por enquanto isso não nos prejudica.
Enquanto isso crescemos pedindo coisas, brinquedo e etc. (maldita cultura capitalista e consumista) e outros mimos dos quais não desfrutaremos por muito tempo, e mais uma vez o problema não é nosso, mas dos Pais.
Na adolecencia começamos com a bendita rebeldia, essa que forma nosso caráter e perfila nosso modo de ser visto pelos outros, é nesse momento que deixamos mais marcas na família, problema deles hehehe.
Então deixamos a adolecencia e começamos a ser "adultos" paramos no bar, bebemos alcool, algo que é extremamente prazeroso mas prejudica algumas de nossas funcionalidades vitais, depois disso fuma-se um cigarrinho, balada, e som alto pra destruir o ouvido, que beleza, começamos a sentir o peso de arcar com nossos problemas e sentir o efeito dos mesmos em nossa pele.
Fora que tudo isso custa dinheiro, e temos que trabalhar pra conquistar esse rico dinheirinho santo que banca nossos caprichos e necessidades, a cerveja é necessidade e não capricho, e pronto, mais um problema, como fazer o dinheiro render?
Deixando um pouco essa fase criamos um outro problema delicioso de se ter, relacionamento amoroso, que maravilha, sempre sofremos com esse mas nunca deixamos de te-lo, nada melhor que sofrer por amor e ter que conviver com esse problema que por acaso é só nosso.
Conhecendo esse tipo de problema do qual não vivemos sem, tentamos sempre piorar a situaçao e inventamos o instituto do casamento, um contrato firmado entre parte que juram amor eterno, e se fosse bom não precisava de testemunha. (piadinha infeliz) Esse é um problema nosso mas a partir desse ponto começamos a curtir nossos problemas e o de terceiros e VOI LÁ, lembra do começo desse texto, pois é, agora vc tem que curtior sua esposa, trabalhar pra manter a casa e nada mais nada menos que trocar fraudas na madrugada a fora...pronto, etá formado o ciclo da vida, mas onde quero chegar?
Obvio né, ficamos nos lamentando e chamando de PROBLEMA coisas deliciosas e normais da vida, é nessa hora que olho pra uma dessas pessoas desesperadas que se acham o mais flageladas pelo mundo e digo a elas que essa é a vida e quem não quer viver que morra, assim não terá como se divertir com as adversidades da vida.
PS: claro que não falo assim pq tem gente que se mata mesmo (principalmente geminianas na TPM), eu sou bem suave com esse tipo de papo e por isso eu só uso o que a nossa querida Dona Marta profetizou mediante um caos que se instaurava no saguão do aeroporto, "RELAXA E GOZA".

Um comentário:

Erika disse...

Com esse texto da pra eu me identificar mto com vc viu... deve ser gostoso chorar no meu ombro! rs
Uma vez tava conversando com meu psicólogo e eu disse que ele deve achar mto tosco um monte de menininhas achando q sofrem taanto sendo q tem pessoas com problemas bem mais serios...aí ele me respondeu que o problema mais serio pra cada um é aquele que a pessoa ta vivendo no momento... não tive mais o q falar né...
relendo minhas cartinhas, vi uma em que meu pai me ensinou que podemos encerrar nossos problemas de duas maneiras... a primeira como uma derrota e a segunda como uma oportunidade de subir nesse obstaculo e enxergar o mundo do alto!
procuro sempre optar pela segunda... =)

bjoss